Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento do sol
E anda pelas mãos das estações,
A seguir e a olhar.
Toda a paz da natureza sem gente,
Vem sentar-se a meu lado,
Mas eu fico triste como o pôr-do-sol.
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície,
E se sente a noite entrada,
Como uma borboleta pela janela.
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento do sol
E anda pelas mãos das estações,
A seguir e a olhar.
Toda a paz da natureza sem gente,
Vem sentar-se a meu lado,
Mas eu fico triste como o pôr-do-sol.
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície,
E se sente a noite entrada,
Como uma borboleta pela janela.
Autor: Alberto Caeiro

